Privatização dos Correios é um crime contra a soberania nacional, afirma Paulo Romão

Nesta quinta-feira, 5, o sociólogo maranhense Paulo Romão manifestou-se em suas redes sociais contra o Projeto de Lei 5591/2021, de autoria do governo Bolsonaro e que objetiva privatizar os Correios . Paulo Romão enfatiza que a iniciativa privada "não tem qualquer compromisso com a manutenção dos serviços públicos" ofertados nas agências dos correios e destaca, ainda que "seguramente vai fechar as agências das cidades menores que eles não vejam perspectiva de lucro astronômico".

Confira algumas das falas do petista:


“ Os Correios estão presentes em todos os municípios brasileiros dinamizando a rede de comércio local, atuando como agência bancária, emitindo documentos pesso


ais , facilitando o pagamento de contas , é uma empresa pública vital para a soberania brasileira . Imagine você permitir que uma empresa privada tenha o controle logístico do país nos seus 5568 municípios?


“Além disso, o transporte de urnas eletrônicas e insumos hospitalares será feito por uma empresa privada ? O SUS agora dependerá de uma empresa privada para abastecer a rede pública de saúde?"


“A prova do ENEM também é transportada pelos Correios. O maior exame educacional do país estará nas mãos de empresas privadas? Todas essas possibilidades são absurdas!"



"O país perde autonomia para decidir seu processo democrático de alternância de poder na sociedade”


Paulo Romão reforça que o governo federal segue uma cartilha clássica de "precarização das condições de trabalho para justificar a privatização". Ele enfatiza que só em 2020 o lucro dos Correios foi acima de 1 bilhão de reais, apesar da precarização das condições de trabalho. De acordo com ele não há qualquer justificativa técnica que aconselhe a venda de uma empresa "que tem gerado tamanho lucro" e ainda alfineta o governo Bolsonaro “Somente o entreguismo servil explica mais essa tentativa inconstitucional de vender a única empresa pública brasileira presente em todos os municípios do Brasil".




Paulo Romão chama atenção, ainda, para uma possível situação de desempregos com a privatização. Ele diz que “só no Maranhão são 1.200 famílias em situação potencial de desemprego, se houver o fechamento das 210 agências". Em todo o Brasil são 18 mil trabalhadores e trabalhadoras. Ele avalia que o mercado tem interesse na estrutura logística dos Correios para ampliar suas possibilidades de lucro.

Senado Federal

Paulo Romão colocou, recentemente, seu nome na disputa pelo senado federal em 2022 pelo PT e vem se destacando no meio político com diversas articulações.