Estrutura arcaica de cais marítimo em Primeira Cruz oferece graves riscos a passageiros e pescadores

A cidade de Primeira Cruz (Maranhão) é um dos 274 municípios litorâneos do Brasil. Em seus diversos povoados, a pesca e as embarcações náuticas são muito comuns, o que torna a logística marítima uma prática comum e um meio de sobrevivência para as pessoas da região. Contudo, diversos portos de povoados de Primeira Cruz, como os de Caeté e Areinhas, estão abandonados e com condições arcaicas de uso. É o que denunciam imagens enviadas por leitores deste blog.

Improvisado e feito de madeira, sem nenhuma estrutura firme, o cais do povoado Caeté oferece risco de desabamento. Todos os dias as embarcações que fazem a logística de passageiros, turistas e até de alimentos para a população dos povoados navegam e atracam no referido cais sem o mínimo de segurança. Rachaduras nas estacas fincadas na lama estão prestes a desabar. Madeiras que sustentam a passagem das pessoas estão com rachaduras e, por conta da água do rio, apodrecendo.


Recentemente, a Secretaria Municipal De Administração e Finanças da cidade de Primeira Cruz apresentou, no Diário Oficial do Município, nova publicação de prorrogação de prazo contratual firmado no ano de 2019, referente à Contratação de Pessoa Jurídica Especializada para Construção de Cais (Povoados Caetés e Areinhas) no Município de Primeira Cruz – MA. O prazo de vigência ficou estendido por mais um ano, abrangendo o período de 21 de dezembro de 2020 até a data de 21 de dezembro de 2021. A publicação se refere à possibilidade de construção do cais do Caeté, Areinhas e do Cais do Glório. Vale lembrar que o Cais do Glório já foi reformado e as obras do Cais de Areinhas já iniciaram, contudo, as obras do Cais do Caeté continuam oferecendo risco à população local.


Tentamos contato telefônico com a Secretaria Municipal De Administração e Finanças da cidade para esclarecimentos, mas não conseguimos. Enquanto isso, o cais de Caeté segue com condições sub-humanas de uso.